cigarros depois do sexo

Eu que nem sou de fumar senti uma vontade imensa de acender um cigarro e sentar na varanda lá pelas seis da tarde. Mas não tenho cigarros em casa, e meus pais desaprovam. E eu moro com meus pais. Acho que todo esse negócio de ter esfriado pra caramba, as férias terem começado e uma pessoa que gosto ter cortado contato comigo foi o gatilho.

Bom, vamos às novas. Tem essa banda Cigarettes after sex que me pegou de surpresa e se tornou a trilha sonora da minha vida por enquanto. É mórbido, lento, triste, quase um retrato perfeito de mim, que estou a maior parte do tempo enfiado num quarto fedorento, bebendo todo o álcool que conseguir antes que fique de manhã. E eu li um livro novo, já tem uma semana. Era aquele do garoto reclamão, Holden Caulfield. Acho que todo mundo deveria ler e ouvir o que o moleque tem a dizer.

Tem mais uma coisa: acho que tô virando meus pais. Sem querer me peguei reclamando de coisas novas, tipo o youtube e a internet, coisas que uso todo dia. Reclamei também do meu celular e do meu laptop, dizendo que o mundo com certeza era melhor sem essas coisas estressando a gente.

Droga, não vou poder falar tudo o que quero porquê preciso sair.  Mas, é isso, eu sinto minha vida como uma infinita cena de mim mesmo sentado em algum ligar frio tomando café, ou fumando, me drogando de alguma forma com esses vícios da vida urbana, e olhando a fumaça se misturar com o ar, fazendo milhares de caracóis. Será que isso é normal? Deve ser.

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